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sexta-feira, 13 de março de 2020

Ligação de esposa de servidor com vítima do coronavírus alerta UFG

Faculdade de Ciências Sociais suspende atendimento presencial no prédio Humanidades 2, do campus Samambaia

Foto: Reprodução/UFG


Alexandre Bittencourt
Do Mais Goiás | Em: 13/03/2020 às 13:36:18


A Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiânia (UFG) suspendeu, por precaução, o atendimento presencial no prédio em que funciona a secretaria de Graduação, no campus Samambaia, na manhã desta sexta-feira (13). A medida foi tomada porque no prédio trabalha um servidor técnico-administrativo cuja esposa teve contato com a psicopedagoga do Colégio Integrado de Educação Moderna (CIEM) que está com coronavírus.

O servidor e a esposa foram a um posto de saúde da Capital nesta sexta, mas, como não apresentavam febre, sequer foram encaminhados para exames no Hospital de Doenças Tropicais (HDT) – que é o ponto central de atendimento para casos de Covid-19 em Goiás. Recomendou-se ao casal – que não tem filhos – que passe os próximos dias em casa.

Ao rapaz, solicitou-se que fizesse uma lista com o nome das pessoas com quem ele havia tido contato nos últimos dias. “A gente pediu que ele puxasse da memória a relação de colegas com quem ele conversou e até com quem tomou cafezinho na copa”, diz uma fonte que pediu para não ser identificada. Estas pessoas também estão de sobreaviso quanto ao próprio estado de saúde.

A decisão de pedir aos alunos e funcionários da UFG que evitem o prédio, chamado de Humanidades 2, foi tomada pela direção da Faculdade de Ciências Sociais. A solicitação foi feita por e-mail hoje cedo. Aos docentes e discentes, foi dito que o atendimento seria feito nesta sexta por WhatsApp, e-mail e pelo SIGAA (sistema interno). Na mensagem consta a informação de que as secretarias e salas adjacentes seriam desinfectadas. “Não há motivo para pânico. É apenas uma medida de proteção”, diz o texto.

O Mais Goiás apurou que o clima é tranquilo na universidade e que há inclusive funcionários trabalhando na substituição de poltronas do auditório do prédio, que fica em um local um pouco mais afastado da repartição em que o servidor trabalha. O funcionário que está sob observação trabalha em uma sala com outros dois colegas, no período da tarde, e às vezes divide o computador com eles.

A reitoria da universidade desde ontem monitora a evolução do caso. Na manhã de hoje, a cúpula da universidade formou um gabinete de gestão de crise e decidiu que novas informações só serão divulgadas pelo professor José Garcia Neto, diretor do Hospital das Clínicas. Nem o reitor Edward Madureira deve se manifestar sobre o assunto para não gerar ruído na comunicação.

Qualquer protocolo de cancelamento das aulas só deve ser acionado caso haja confirmação de diagnóstico de coronavírus na comunidade universitária, em que pese o Diretório Central dos Estudantes (DCE) já ter solicitado formalmente à reitoria a suspensão de todas as atividades letivas. Existe, entre membros da diretoria da UFG, o sentimento de que o e-mail da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) aos alunos foi mal interpretado e gerou alarde desnecessário, por ter se tratado apenas de precaução.

O caso do servidor está sendo monitorado de perto pela cúpula acadêmica. Um novo comunicado deve ser expedido no começo da semana que vem.


Fonte: Mais Goiás


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