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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Agrodefesa mantém foco na sanidade animal e na qualidade dos alimentos

Todos os procedimentos levam em conta as normas de isolamento social e os cuidados com a quarentena da pandemia do coronavírus



A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), órgão do Governo Estadual, mantém todas as ações e atividades para garantir a sanidade dos animais, a fitossanidade dos vegetais e a qualidade dos alimentos que são ofertados no mercado. Todos os procedimentos levam em conta as normas de isolamento social e os cuidados preconizados pela área de saúde no período de quarentena decorrente da pandemia do coronavírus.

Ainda que parte dos profissionais estejam exercendo teletrabalho ou atuando em forma de rodízio nas unidades locais e regionais da Agência, todas as atividades dos fiscais estaduais agropecuários profissionais médicos veterinários, agrônomos, zootecnistas, engenheiros de alimentos e agentes de fiscalização agropecuária são desempenhadas com o objetivo de assegurar que Goiás mantenha seus processos produtivos animais e vegetais em conformidade com a legislação e recomendações técnicas, mantendo a oferta de produtos de qualidade aos mercados regional, nacional e internacional.

O presidente da Agrodefesa, José Essado, ressalta que, mesmo com as limitações impostas pelo isolamento social, os profissionais da Agência têm se desdobrado para desempenhar com eficiência suas tarefas como acompanhamento permanente da sanidade do rebanho bovino, de suínos, de equídeos, animais aquáticos, bem como na prevenção de doenças vesiculares e doenças hemorrágicas dos suínos para manutenção de Goiás como zona livre de aftosa e da peste suína clássica, reconhecido internacionalmente.

Soma-se a isso o trabalho de emissão de Guias de Trânsito Animal – GTA, fiscalização em eventos de aglomeração animal, fiscalização do trânsito de animais, atendimento às notificações de suspeitas de doenças de notificação obrigatória, manutenção do Sistema de Informação Zoossanitária e outras ações. Também são realizadas auditorias em propriedades aprovadas pelo Sisbov, visando a manutenção das exportações de carne bovina para a União Europeia.

Resultados


No que tange aos serviços de inspeção de produtos de origem animal, todas as Unidades Regionais atuam de maneira contínua na fiscalização de unidades de abate sob inspeção do Serviço de Inspeção Estadual – SIE. Somente em março, mês em que Goiás iniciou a quarentena da Covid-19, os fiscais da Agrodefesa continuaram dentro dos frigoríficos fiscalizando a qualidade das carnes que serão ofertadas nos supermercados e açougues de todo o Estado.

Outra ação de suma importância é o monitoramento de granjas de suínos e aves que fazem parte das empresas integradoras em várias regiões do Estado. Mesmo procedimento de inspeção é realizado em laticínios e outras indústrias de produtos de origem animal inspecionados pelo SIE. Também mantiveram o atendimento nas 237 Unidades Locais e 12 Regionais para emissão de documentos com Guias de Trânsito Animal – GTA e Notas Fiscais, Permissão de Trânsito Vegetal – PTV e Autorização de Trânsito Vegetal – PTV.

Os cuidados com a qualidade dos produtores de origem animal são permanentes, para evitar a oferta de produtos de má qualidade ao mercado consumidor. Tanto que todas as denúncias de comércio de carne clandestina e outros produtos de origem animal fora das especificações são checadas e, comprovando-se a fraude, são adotadas as medidas legais cabíveis, com apreensão e inutilização das mercadorias. Casos recentes foram registrados no fim de março, na Regional Rio Corumbá (Catalão), com apreensão e inutilização de 320 quilos de carne imprópria para consumo.

Quanto aos leilões e eventos pecuários também há acompanhamento e fiscalização permanente, especialmente neste período de quarentena, durante o qual a Agrodefesa editou portaria com regras que normatizam a sua realização, de modo a garantir o cumprimento do decreto governamental que estabeleceu o isolamento social. São normas como limitação do número de participantes a 30, presença da Polícia Militar, distanciamento entre mesas e outros cuidados.

Ainda quanto aos cuidados com a sanidade animal, os profissionais da Agrodefesa fazem coleta de material de animais com suspeita de síndrome nervosa (raiva) para envio ao Laboratório de Análise e Diagnóstico Veterinário – Lab/vet da Agência para análise. Trata-se de uma ação de suma importância para resguardar a saúde pública de uma zoonose 100% fatal. Vale destacar que os três laboratórios da Agrodefesa - LabVet, Laboratório de Análises de Sementes e Classificação Vegetal e o Laboratório de Controle de alimentos estão com suas atividades normais, com rodízio dos servidores. Também o pessoal da sede está em atividade em regime de teletrabalho.

Área vegetal


As atividades desenvolvidas na área da sanidade vegetal seguem os mesmos padrões de acuidade e observância das normais legais pelos fiscais estaduais agropecuários engenheiros agrônomos da Agrodefesa. O principal objetivo é prevenir e monitorar os diversos cultivos, prevenindo a entrada e disseminação de pragas ainda não existentes no Estado, com prejuízos para toda a cadeia produtiva e para o Estado.

Há que se ressaltar ainda as atividades contínuas de monitoramento de armadilhas da mosca-da-carambola com a finalidade de não prejudicar o mercado nacional e as exportações de frutas; levantamento fitossanitário do cancro cítrico, com atenção especial na região do foco de erradicação nos municípios de Jataí, Itajá e Lagoa Santa; emissão de Termos de Fiscalização e Fichas de Inspeção Fitossanitária emitidos no campo, com destaque para os programas de soja, citros e banana; inscrição de novas unidades de produção para exportação de melancia para a Argentina, milho para o Peru e sementes de cenoura para a Coréia do Sul, Japão e Índia. Também houve apuração in loco de denúncias de semeadura de soja fora do calendário normativo da Agrodefesa e de foco de ferrugem asiática em tiguera de soja em áreas de algodão em Goiás.

Também neste período de quarentena, seguem as ações de combate ao comércio e uso de agrotóxicos falsificados, proibidos ou que estejam foram dos padrões legais. Bom exemplo foi a apreensão de 10 mil litros de produtos falsificados no fim da semana passada, no Residencial Itaipu, em Goiânia, em operação realizada por fiscais da Unidade Regional Rio das Antas, de Anápolis, em parceria com o Grupo Tático da Polícia Ambiental. Também todas as denúncias de mau uso de agrotóxicos são checadas e apuradas pelos fiscais.

Ainda neste período de quarentena, os fiscais continuam no campo para garantir que os produtores rurais tenham alta produtividade nas lavouras de algodão e soja, uma vez que os mesmos estão atentos à prevenção de controle de pragas como o bicudo do algodoeiro e a doenças como a ferrugem asiática da soja.

Assessoria de Comunicação Agrodefesa

Mais informações: (63) 3201-3546


Via: Governo de Goiás

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