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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Banco de Leite Humano do HMI mantém coleta domiciliar durante pandemia

Referência no estado, BLH da unidade do Governo de Goiás conseguiu dobrar seu estoque, com trabalho em parceria com o Corpo de Bombeiros



Nesta quarta-feira, dia 19,  Dia Mundial de Doação de Leite Humano, o Banco de Leite Humano do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (BLH/HMI), unidade do Governo de Goiás, segue em plena atividade. Enquanto muitas BLHs no País enfrentam problemas de baixo estoque, pela falta de doação, no HMI a situação é inversa. Contando com a solidariedade das mães goianienses, a unidade vem recebendo várias doações, garantindo um ótimo estoque do produto, que dobrou de quantidade, alcançando 200 litros. E as doadoras nem precisam sair de casa.

Em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBM-GO), que disponibiliza veículo e profissionais de apoio, as voluntárias vão até as residências das doadoras e, além de coletar o leite, fazem um trabalho de orientação às mães.

De acordo com a coordenadora do BLH da unidade, Renata Leles, considerando os benefícios do aleitamento materno para o recém-nascido, mesmo no cenário da pandemia de covid-19, o BLH segue as recomendações da Rede Brasileira de  Bancos de Leite Humano e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“As doações são essenciais para a nutrição e melhoria da saúde dos bebês prematuros e de baixo peso que nascem no HMI. O leite materno é o alimento mais completo para o bebê. Rico em água, proteínas, lipídios, glicídios, vitaminas e minerais, é perfeito para o recém-nascido, porque dispõe de todos os nutrientes necessários nos primeiros meses de vida do bebê para um desenvolvimento saudável”, ressaltou.

Rico em nutrientes

Após dar à luz a pequena Alice e precisar do leite de outra mãe para aumentar a glicemia de seu bebê, a estudante Andressa Borges da Silva, sensibilizada com a situação, virou doadora do BLH do HMI, durante a pandemia. “Percebi o quanto nosso leite é rico em nutrientes e pode salvar vidas. Quando a minha filha nasceu, ela precisou de 30 ml de leite de outra pessoa, e isso reforçou a importância de ajudar o próximo. É sempre bom fazer o bem e poder ajudar outros bebezinhos”. Depois de ligar para a unidade, fazer o cadastro e realizar a primeira doação, a estudante já doou dois litros de leite.

Andressa Borges precisou de leite de outra mãe para filha Alice e virou doadora


Para ser doadora, é preciso atender a critérios que consideram o bom estado de saúde da doadora, além de medidas de higiene durante a coleta, reforçadas pelas bombeiras. Renata Leles explica que o BLH segue rigorosos métodos de controle de qualidade. “Após ser coletado, o leite é analisado e pasteurizado, para que fique em condições sanitárias para o consumo. O leite é então congelado, podendo ficar armazenado por seis meses”, afirmou.

Mães que quiserem doar o leite excedente podem ligar para (62) 3956-2921.


Via: Governo de Goiás


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