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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Apesar de decisão judicial, comércio da 44 discute reabertura de lojas com prefeitura

Empresários e representantes da prefeitura discutiram a implantação de protocolos de segurança

Secretária de Planejamento da prefeitura, Zilma Campos Peixoto (Foto: Divulgação)




Samuel straioto
Do Mais Goiás | Em: 22/06/2020 às 13:41:02


A liminar expedida pelo juiz Claudiney Alves de Mello, no último domingo, que proíbe a retomada das atividades comerciais em Goiânia não interrompeu o planejamento dos comerciantes da região da rua 44 para reabertura de lojas. Protocolos sanitários foram a pauta de uma reunião entre a secretária municipal de Planejamento, Zilma Percursor Campos Peixoto, e empresários da região. Pelo decreto municipal, suspenso pela liminar do juiz Claudiney, o comércio da região poderia ser reaberto no próximo dia 30.

A secretária explicou que o planejamento para reabertura não foi interrompido, pois a qualquer momento pode ter algum tipo de decisão sobre o assunto. Zilma ressalta que todos os protocolos estão contidos em decreto assinado pelo prefeito Iris Rezende e publicado no Diário Oficial do Município na última sexta-feira (19), acompanhado de notas técnicas da Secretaria de Saúde.

Entre os temas debatidos nesta segunda está a instalação das barreiras sanitárias. Será proibido estacionar na região e haverá restrição à circulação de veículos e pedestres. Os pormenores dos protocolos foram debatidos durante o período da manhã e, ainda nesta segunda, serão aprofundados.

“Lá teremos 12 entradas que são as ruas transversais a 44 e à Contorno. Faremos o fechamento total para entrada e saída de veículos e a proibição de estacionamento, protocolos já estabelecidos no decreto. Estamos tratando como vai ser o controle do pedestre, para controle de temperatura, uso de máscara, álcool em gel, se isso vai ser feito loja a loja ou nas barreiras que estão sendo estudadas”, explicou a secretária.

Precipitação

Zilma Campos diz que a ação do Ministério Público foi precipitada. Ela argumenta que o município não vai descuidar dos protocolos de Saúde, mas que é o momento de se pensar na atividade econômica, pois muitas famílias estão tendo que viver sem renda.

“O decreto não foi publicado sem uma nota técnica da Secretaria Municipal de Saúde e o COE está dentro da secretaria. Da minha parte entendo que houve uma precipitação, até porque a prefeitura não teve a oportunidade de ser ouvida. Entendemos que o decreto saiu com nota técnica e que devemos apresentar qual é a condicionante de saúde”, relatou.

O presidente da Associação Comercial da Região da Associação Empresarial Região da 44- AER44, Jairo Gomes, disse que os comerciantes continuam trabalhando para uma retomada das atividades na próxima terça-feira.

“A região está parada há mais de 90 dias. Eu entendo que a decisão foi infeliz, porque cada desembargador não conhece a realidade. Entendo que essas pessoas precisavam ir lá ver o sofrimento das pessoas. Poderia ter repensado. A decisão do prefeito não foi abrupta, negociou com o empresário para abrir de forma segura. Não podemos voltar de qualquer maneira, mas com responsabilidade e segurança”, argumentou.


Via: Mais Goiás


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