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quarta-feira, 24 de junho de 2020

“Flexibilização é decisão acertada”, diz secretária municipal de Saúde em Goiânia

Responsável pelas notas técnicas que subsidiam as decisões administrativas do prefeito Iris Rezende, Mrué é também a presidente do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE)



Em entrevista concedida à imprensa nesta quarta-feira (24/6), a secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué, afirmou que a decisão da Prefeitura de Goiânia de flexibilizar a retomada de mais atividades econômicas foi acertada. Segundo ela, os baixos índices de isolamento social na capital já computam o funcionamento clandestino de atividades, sem que as empresas cumpram qualquer regra de segurança dos clientes e funcionários, e o cumprimento do rigoroso protocolo de segurança, estabelecido no decreto municipal, pode contribuir para a redução do contágio.

De acordo com o decreto 1.187 de flexibilização, publicado pela Prefeitura de Goiânia na última sexta-feira (19/06), o isolamento social na capital chegou a apenas 37%.

"As pessoas já estão nas ruas de forma clandestina. Então, reabrir 30% das atividades, impor regras e fiscalizar talvez sejam medidas mais eficientes para controlar o contágio pelo coronavírus do que os segmentos econômicos continuarem abertos de forma irregular", falou Fátima Mrué.

A secretária entende que a flexibilização, dada a análise multidimensional das políticas públicas, levando em consideração o equilíbrio entre os benefícios de saúde pública com outros impactos sociais e econômicos, foi uma medida acertada do prefeito Iris Rezende, que tem demonstrado equilíbrio e sensibilidade na condução das ações de enfrentamento ao novo coronavírus.

"Então, eu acho que foi uma decisão acertada do prefeito Iris, uma decisão que considerou vários aspectos sociais, econômicos, e principalmente o fato de que as pessoas já estavam nas ruas sem a mínima proteção", afirmou.

Além disso, a secretária afirma que a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está tomando todas as medidas para garantir assistência de saúde à população.

 "Hoje nós temos uma taxa de ocupação de leitos de UTI bem mais confortável, em torno de 80%, e de enfermaria 84%. Isso porque a gente já vem de um processo de compra de leitos, inclusive do setor privado, com recursos próprios”.

 Mrué lembrou, ainda, que houve também a ampliação de leitos próprios de UTI, 48 na Maternidade Célia Câmara, além dos 98 leitos contratados de outras unidades em Goiânia e que a rede assistencial de Goiânia tem cumprido satisfatoriamente suas atribuições quanto ao enfrentamento da doença, tanto que Goiânia ainda é, entre as capitais, uma das melhores colocadas no ranking dos números da Covid-19.

“Até hoje nós conseguimos dar assistência a todos que precisaram, não tivemos na rede pública municipal de saúde nenhum paciente aguardando mais do que 24 horas para entrar num leito de UTI ou de enfermaria”, enfatiza.

Por fim, a secretária disse que a Prefeitura está consciente de que diante de qualquer cenário de saturação do sistema de saúde poderá fechar tudo novamente (o comércio), até mais do que estava.

Valéria Almeida, da diretoria da Jornalismo da Secom


Via: Prefeitura de Goiânia


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