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quarta-feira, 17 de março de 2021

Hospital Universitário Federal testa exame que detecta coronavírus em apenas uma hora

Próxima etapa do estudo é a transferência de tecnologia para que outras instituições possam utilizar a técnica


O teste RT-LAMP conta com tecnologia que detecta a presença do RNA do vírus na fase da infecção ativa. - Foto: MEC


Graças a uma pesquisa científica desenvolvida pela Universidade Federal de Goiás (UFG), no Hospital das Clínicas - da rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação (MEC) -, os pacientes atendidos na unidade hospitalar contam com um novo teste para a detecção do coronavírus. O grande diferencial desse exame é que ele fica pronto em cerca de uma hora, o que pode ser decisivo no tratamento e isolamento dos pacientes.

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O teste RT-LAMP conta com tecnologia que detecta a presença do RNA do vírus na fase da infecção ativa, na mesma janela do exame padrão ouro, o PCR, que leva de 3 a 10 dias. Além disso, ele é mais barato e não necessita de instrumentação sofisticada.


Inicialmente foram disponibilizados 500 testes para o hospital. A próxima etapa do projeto é a transferência de tecnologia para o maior número possível de instituições, públicas ou privadas, fazendo com que os benefícios alcançados com essa tecnologia sejam disponibilizados para a sociedade nos diferentes meios de assistência à saúde.


Os recursos para o desenvolvimento dos testes vieram do Ministério Público do Trabalho de Goiás (MPT-GO), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Foram destinados, até o último dia 9, cerca de R$ 1,7 milhão ao projeto.


Validação do teste

O projeto teve início no primeiro semestre de 2020 na UFG e já foi validado, com cerca de mil testes aplicados na população. Em breve, deve ser disponibilizado um edital público para a viabilização da transferência de tecnologia para outras instituições. “A equipe do projeto fará o treinamento em outros hospitais de forma gratuita, fazendo com que este diagnóstico seja mais rápido e que possa salvar vidas”, afirma Gabriela Duarte, coordenadora da pesquisa.


Com informações do Ministério da Educação


Fonte: Governo de Brasil


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