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quarta-feira, 24 de março de 2021

Pesquisa do Procon Goiás aponta variação de até 273% nos preços de pescados

Levantamento tem como foco auxiliar consumidores durante compras da Semana Santa. (Foto: Procon Goiás)


O Procon Goiás, superintendência integrada à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-GO), identificou variação de quase 300% no preço dos pescados durante a quaresma, período que antecede a Páscoa. Os valores foram observados durante pesquisa do órgão, realizada entre os dias 15 e 24 deste mês. O objetivo é orientar e alertar os consumidores sobre os cuidados necessários na hora da compra, na Semana Santa, que este ano acontece de 28 de março a 4 de abril.

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Para o levantamento, os fiscais do Procon Goiás visitaram 17 estabelecimentos localizados em Goiânia (supermercados e peixarias), para apurar os preços de 41 itens. A maior variação identificada na pesquisa foi no quilo do Camarão Rosa médio (limpo). O menor preço foi de R$ 45,00 e o maior R$ 167,99, uma variação de 273,31%.


Veja outros exemplos de variações:


Devido ao início da pandemia da Covid-19 no Brasil, em meados do mês de março do ano passado, quando praticamente todos os segmentos tiveram suas atividades suspensas, a pesquisa de preços de pescados pelo Procon Goiás ficou prejudicada, não sendo possível sua realização. Desta forma, não é possível traçar a comparação dos preços médios dos últimos 12 meses.


Ao considerarmos os preços médios de 2019 aos praticados atualmente, os pescados tiveram um aumento médio de 9,38%.


Cuidados a serem observados na hora da compra


A pesquisa divulgada pelo Procon Goiás dá uma noção dos preços médios praticados. Por isso, ainda que o consumidor visite estabelecimentos que não foram percorridos durante o levantamento, com base no preço médio divulgado, é possível identificar os preços mais atrativos.


Nos supermercados, o pescado deve estar exposto em balcão frigorífico e na feira, envolto em gelo picado, sempre protegido do sol e insetos. No caso de peixe congelado e vendido em embalagens, o balcão não pode estar superlotado, pois isto impede a circulação de ar refrigerado comprometendo a qualidade do produto. Vale destacar que as feiras livres estão proibidas por meio de decreto, válido até o próximo dia 30 de março.


Deve ser verificado ainda se o produto tem o selo de inspeção, data de acondicionamento e prazo de validade. Verifique ainda se há presença de água ou sinal de umidade próximo ao freezer, pois isso pode ser um indicativo de que o freezer foi desligado ou teve a temperatura reduzida durante a madrugada e isso também pode prejudicar a qualidade do pescado.


Aparência


A aparência do pescado pode dar alguns indicativos se o produto está ou não em boas condições para o consumo. Pressione o dedo para constatar a firmeza da barriga do peixe, ele deve voltar ao formato original. Veja se os olhos estão com aspectos brilhantes e salientes.


Também é preciso checar se as guelras estão vermelhas e se as escamas estão bem presas ao corpo. No caso de bacalhau e outros peixes secos, não devem apresentar manchas vermelhas ou pintas pretas no dorso, nem umidade, o que pode indicar presença de bactérias. Observe ainda o sal grosso se desprendendo, significa que o bacalhau não está úmido, pois se estivesse, a umidade sugaria o sal.


O feirante ou vendedor deve usar luvas e avental ao manusear o produto. Fique atento ao uso de toldos vermelhos nas barraquinhas das feiras. Eles podem “maquiar” a cor do peixe. Leve-o para a fora da barraca para verificar.


Ao comprar peixe fresco, sejam adquiridos em feiras ou mercados, sempre acompanhe a pesagem, que deve ser feita na presença do consumidor. Devido à pandemia da Covid-19, tenha cuidado com a higienização. Após o manuseio dos produtos, lembre-se de lavar as mãos com água e sabão ou utilize o álcool 70% (gel ou líquido).


Para acessar o relatório da pesquisa, clique aqui


Para acessar a planilha de preços, clique aqui 


 Editado por Petras Souza via Procon Goiás


Fonte: Agência Cora de Notícias


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